domingo, 1 de julho de 2012

Farto disso tudo aqui

Não há momentos.
Não há momentos, não há momentos. Não há realizações!
Há somente um grande e obscuro desejo.
Abrindo sua boca voraz ao mundo.

Não há os momentos.
Não existe a constatação.
Tudo que minha fome engoliu
Não passou de mera ilusão.

Pés, no chão, fincados.
Mãos e cotovelos, também.
É chegado "o momento"...
Daqueles que nunca vêm!

Há um grande vazio ao meu lado.
Silencioso, ao meu lado, na cama.
Comungando dos pesadelos que tive,
Nas minha trevas, jogado na lama.

domingo, 20 de maio de 2012

Intrincado

Primeiro vem a impotência.
Depois me toca a negação.
Sou tomado pelo medo,
Perco-me, em meu próprio coração.

Sinto raiva, senti raiva, confesso...
Mas senti pena, também.
Aquela criatura, coitada, tinha medo, meu bem.

Sinto-me despojado... e o fui, ó grande civilização...
Roubaram-me mais pensamentos de que de bens materiais.

domingo, 11 de março de 2012

Sem Título

(...) o medo obscuro em face do Medo!
No abismo negro lentamente caindo.
O céu e o sol atrás... de sua vista... sumindo!
E ele nada é senão... o próprio abismo em chamas e gritos.
E tormentos e horrores.

Sabores...
De velhos e novos gostos sepulcrais.
Imaculados na sua pureza eternarnamente impura.
Tão controversamnete ao próprio e primeiro Amor!

Só o calor dos tempos faz esquecer...
O que a sombra das eras deixaram!!!
Sem que se faça alárdia nenhuma!!!
Silenciosamnete e calmo... como a brisa da manhã solitária.
Sozinha!

Silenciosamnete e plácido... como o mar que se tinha!!!
E que secou na incorrespondência.
O fio? A meada? Já se perdeu desde há muito.
Só existem os passos! E laços.
E beijos. E abraços.
Só!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pensamentos voam

Pensando em escrever nada. Pensando em não pensar em nada! Pensando em viver e em não viver...
Complicado? De forma alguma; a mais simplista da visões me toca! E toca-me com tamanho e imenso furor...Que se torna fácil me perder dos passos atrás de mim... Esta é a pior parte disso aqui: não ter fundamentos, ser sempre passo novo! Vida nova!
Um pouco de uma verdade qualquer seria bem-vida. Uma realidade que, de fato, provasse...
Oh, senhor das confusões! Que passos são os teus?
Enquanto a verdade que desconheço não chega... me achego mais de minha dor, a saber...
Sem saber!
Impessoal!

Breve Pensamento

Tangenciar uma verdade que desconheço.
Sentí-la no meu âmago inundando toda a carne.
Queimando todo erro.
Esclarecendo toda dúvida!

Tangenciar algo maior que eu!
E sentir-me dele e sentí-lo meu...
Disformes como o vento.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Aprendizado

Que lições posso tirar disso?
Que novo modo de ver o mundo?
Que nova perspectiva terei?

Tudo isso depende...

De você já vê o mundo de forma diversa!
De você já não ter, mas ser uma perspectiva!
De você não tirar, mas sim dar lições!

Sem arrogância. Sem prepotência. Humildemente!

Dessa forma sorverás as conotações
De todas as interrogações que ora fazes!

Ânsias

Anseio gritar não nutrir mais ilusões!
Desligar-me de tudo isto que me prende aqui.
Não ter mais, nem ser mais este ponto de fraqueza latejante.
Ah, como desejo.

Porém, o sabor de tantas desilusões não basta para cessar meu anseio primeiro.
Não basta para desatrelar dos meus passos a queda.
Então, cairei de novo. Ciente disso!
Faminto por isso; resignado por isso.

Entretanto, nem satisfação me toca.
Todo meu prazer é cor que desbota.
É aquele pouco mais de insatisfação.
É tal que perco a noção...

Não sei mais porque me disponho ao que amo.
Nem amo mais. Simplesmente, aceito.
Como uma doce loucura entorpecendo meus sentidos e razão.

Não julgo lúcidas as escolhas que faço.
Tampouco as bocas que beijo, os braços que abraço.
Não há lucidez; há somente dependência!
Nada daquele algo impalpável que desejo tocar...
[com minhas mãos.
Nada dele. Só a ausência.

Continuar?
Eu continuo. Mesmo sem saber...
Porquê.
Mesmo a me maldizer.
Afinal, se eu soubesse, que graça teria?

(Nunca ninguém disse que seria engraçado!)